DESAFIO: "A BÍBLIA EM UM ANO"

Octogésimo dia: Absalão contra seu pai Davi

Na leitura de hoje observamos que Absalão começou a tramar contra o reinado de Davi, todas as pessoas que vinham ter com o rei, em busca de justiça, ele interceptava e dizia que o rei não  poderia atender a sua causa, tão pouco havia alguém que lhe escutasse, e a esses os acolhia dizendo que se ele fosse rei seria diferente. Desta forma Absalão fez com muitas pessoas e acabou conquistando o coração de muitos israelitas. Absalão foi até Hebron e convocou todos que estavam à seu favor para tomarem o reino, ao saber da notícia, Davi convocou todos os seus e fugiram a fim de evitar uma destruição na cidade, porém por onde passava muitos homens seguiam Davi, de sorte que chegou em grande numero ao monte das Oliveiras, então Davi envia Cusai, o araquita e seu amigo, a cidade como espião para pacificar a situação junto a Absalão que queria precipitar Davi, mas Acusai consegue orientá-lo de modo que Davi conseguisse mais tempo para fugir para mais distante e atravessar o Jordão durante a noite. Tudo isso aconteceu, e Davi salvou a si e ao seu povo, porque o Senhor estava com eles. Faça a leitura de preferencia em sua Bíblia dos  capítulos 15,16 e 17 do segundo livro de Samuel (2Sm).

Segundo Livro de Samuel

Conjuração de Absalão

15.   1.Depois disso, Absalão adquiriu para si um carro, cavalos e cinquenta homens para o escoltarem. 2.Colocava-se desde cedo à beira do caminho, junto à grande porta e interpelava todos os que vinham procurar o rei para um julgamento, dizendo: “De que cidade és tu?”. O outro respondia: “Teu servo é de tal tribo de Israel”. 3.“Vê – dizia-lhe Absa­lão –; a tua causa é boa e justa; mas não há ninguém para te ouvir da parte do rei.” 4.E Absalão ajuntava: “Oh! Quem me dera ser juiz desta terra! Todo o que tivesse um processo ou uma questão e viesse ter comigo, eu lhe faria justiça”. 5.E se alguém se aproximava para se prostrar diante dele, estendia a mão, detinha-o e beijava-o. 6.Assim fazia Absalão com todos os israelitas que vinham procurar o rei para qualquer julgamento. E desse modo conquistou os corações dos israe­litas. 7.Quatro anos se passaram. Absalão disse ao rei: “Deixa-me ir a Hebron para cumprir ali uma promessa que fiz ao Senhor. 8.Quando o teu servo estava em Gessur, fez este voto: Se o Senhor me recon­duzir a Jerusalém, irei prestar-lhe culto em Hebron”. 9.“Vai em paz” – disse-lhe o rei. E ele foi para Hebron. 10.Absalão enviou emissários secretos a todas as tribos de Israel com esta mensagem: “Quando ouvirdes o som da trombeta, dizei: Absalão é rei em Hebron!”. 11.Ora, tinham partido de Jerusalém com Absalão duzentos homens, convidados por ele, que o seguiam com simplicidade de coração sem de nada suspeitar. 12.Enquanto oferecia os sacrifícios, Absalão mandou chamar também Aquitofel, gilonita, conselheiro de Davi, à sua cidade de Gilo. E assim a conjuração se fortificava e se tornava cada vez mais numerosa em torno de Absalão.

Fuga de Davi

13.Vieram então anunciar a Davi: “Os israelitas aderem a Absalão!”. 14.Davi disse então a todos os que estavam com ele em Jerusalém: “Vamos, fujamos, porque não podemos de outro modo escapar a Absalão! Apressai-vos e parti, não suceda que ele nos surpreenda de repente e nos inflija a ruína, passando a cidade a fio de espada”. 15.Os servos do rei disseram-lhe: “Faça-se como ordenar o rei, meu senhor; somos teus servos”. 16.O rei partiu a pé com toda a sua família, mas deixou dez concubinas para guardar o palácio. 17.O rei saiu, pois, a pé com todos os seus servos e se detiveram na última casa. 18.Todo o seu exército desfilava ao seu lado; os cereteus, os feleteus e todos os geteus, em número de seiscentos homens que o tinham seguido desde Gat, todos marchavam diante do rei. 19.O rei disse a Etai, o geteu: “Por que vens também tu conosco? Volta e fica com o novo rei, pois és um estrangeiro e mesmo um exilado de tua terra. 20.Chegaste ontem e hoje vou fazer que andes errante conosco, não sabendo eu mesmo aonde vou? Volta. Toma os teus contigo e que o Senhor seja misericordioso e fiel para contigo”. 21.Mas Etai respondeu ao rei: “Pela vida do Senhor e pela vida do rei, meu senhor! Onde estiver o meu senhor e rei, lá estará também o teu servo, tanto para a morte como para a vida”. 22.“Está bem – disse Davi –, passa.” E Etai, o geteu, desfilou com todos os seus homens e com toda a sua comitiva. 23.E, estando o rei junto do Cedron, enquanto desfilava o povo diante dele, tomando o caminho da oliveira do deserto, toda a terra chorava em alta voz. 24.Veio também Sadoc com todos os seus levitas, trazendo a arca da aliança de Deus. Depuseram-na, enquanto Abiatar subia e até que tivesse passado todo o povo que tinha saído da cidade. 25.Disse então o rei a Sadoc: “Reconduz a arca de Deus à cidade. Se eu achar graça aos olhos do Senhor, ele me reconduzirá e me fará revê-la, bem como o lugar de sua habitação. 26.Mas se disser que não quer mais saber de mim, eis-me aqui; faça de mim o que lhe aprouver”. 27.O rei disse ainda a Sadoc: “Vede? Tu e Abiatar, voltai em paz para a cidade com Aquimaás, teu filho, e Jônatas, filho de Abiatar. 28.Eu vou arrastar-me pelas campinas do deserto, esperando que me mandeis notícias”. 29.Sadoc e Abiatar reconduziram, pois, a arca de Deus para Jerusalém e lá ficaram. 30.Davi subiu chorando o monte das Oliveiras, cabeça coberta e descalço. Todo o povo que o acompanhava subia também chorando, com a cabeça coberta. 31.Foi anunciado a Davi que Aquitofel estava também entre os conjurados de Absalão. Davi disse: “Fazei que se frustrem, ó Senhor, meu Deus, os desígnios de Aquitofel!”. 32.Ora, chegando Davi ao cume do monte, no lugar onde se adorava Deus, veio-lhe ao encontro Cusai, o araquita, com a túnica em farrapos e a cabeça coberta de pó.* 33.Davi disse-lhe: “Se vieres comigo, serás um peso para mim; 34.mas se voltares à cidade e disseres a Absalão: ‘Eu quero ser, ó rei, teu servo, como fui outrora servo de teu pai; doravante sirvo a ti’ – então desconcertarás a meu favor o desígnio de Aquito­fel. 35.Terás lá contigo os sacerdotes Sadoc e Abiatar, a quem comunicarás tudo o que souberes no palácio real. 36.Com eles estão os seus dois filhos, Aquimaás, filho de Sadoc, e Jônatas, filho de Abiatar; por eles me transmitireis tudo o que ouvirdes”. 37.E Cusai, amigo de Davi, voltou para a cidade, no momento em que Absalão fazia a sua entrada em Jerusalém.

Intrigas se Siba e ultrajes de Semei

16.   1.Tendo Davi avançado um pouco além do cume, viu que lhe vinha ao encontro Siba, servo de Mifiboset, com dois jumentos selados e carregados de duzentos pães, cem cachos de uvas secas, cem frutos maduros e um odre de vinho. 2.O rei disse-lhe: “Que tens aí?”. “Os jumentos – respondeu Siba – devem servir à família do rei, para que os montem; os pães e frutos servirão de comida para os teus servos, o vinho será para aqueles que se fatigarem no deserto.” 3.O rei perguntou: “Mas onde está o filho do teu senhor?”. “Ficou em Jerusalém – respondeu Siba –, alegando que agora a casa de Israel lhe devolveria o reino de seu pai.” 4.O rei disse a Siba: “Tudo o que possuía Mifiboset te pertence doravante”. “Eu me inclino diante de ti – respondeu ele –, conserva-me a tua graça, ó rei e meu senhor”. 5.Quando o rei chegou a Baurim, apareceu um homem da família da casa de Saul, chamado Semei, filho de Gera, o qual ia proferindo maldições enquanto andava. 6.Atirava pedras contra o rei Davi e contra todos os seus servos, embora todo o exército e todos os guerreiros valentes se encontrassem à direita e à esquerda do rei. 7.E o amaldiçoava, dizendo: “Vai-te, vai-te embora, homem sanguinário e celerado. 8.O Senhor faz cair sobre ti todo o sangue da casa de Saul, cujo trono usurpaste; o Senhor entregou o reino ao teu filho Absalão. Eis-te oprimido de males, homem sanguinário que és!”. 9.Então Abisai, filho de Sárvia, disse ao rei: “Por que insulta esse cão morto ao rei, meu senhor? Deixa-me passar, vou cortar-lhe a cabeça”. 10.“Que nos importa, filho de Sárvia?” – respondeu Davi –. “Deixa-o amaldiçoar. Se o Senhor lhe ordenou que me amaldiçoasse, quem poderia dizer-lhe por que ele o faz?”* 11.E Davi disse a Abisaí e à sua gente: “Vede: se meu filho, fruto de minhas entranhas, conspira contra a minha vida, quanto mais agora esse benjaminita? Deixai-o amaldiçoar, se o Senhor ordenou isso. 12.Talvez o Senhor considere a minha aflição e me dê agora bens por esses ultrajes”. 13.Davi e seus homens retomaram o seu caminho, mas Semei ia ao longo da montanha, ao lado dele, vomitando injúrias, atirando-lhe pedras e espalhando poeira pelo ar.

Absalão, em Jerusalém 

14.O rei e toda a sua tropa chegaram extenuados às margens do rio Jordão e lá descansaram. 15.Absalão entrou em Jerusalém com toda a sua tropa de israelitas, acompanhado de Aquitofel. 16.Quando Cusai, o araquita amigo de Davi, se apresentou a Absalão, disse-lhe: “Viva o rei! Viva o rei!”. 17.Absalão disse-lhe: “É essa a tua afeição por teu amigo? Por que não partiste com ele?”. 18.“Não – respondeu-lhe Cusai –, eu sou daquele que escolheu o Senhor com todo esse povo e com ele é que eu ficarei. 19.Aliás, a quem serviria eu senão a seu filho? Como servi a teu pai, assim te servirei a ti também.” 20.Absalão disse a Aquitofel: “Delibe­rai entre vós sobre o que devemos fazer”. 21.Aquitofel respondeu-lhe: “Aproxima-te das concubinas de teu pai, que ficaram aqui para guardar o palácio. Assim todo o Israel saberá que te tornaste odioso ao teu pai e os teus partidários se animarão com maior coragem”. 22.Armaram, pois, para Absalão uma tenda no terraço e ali, à vista de todo o Israel, ele vinha abusar das concubinas de seu pai. 23.Ora, os conselhos que dava Aquitofel naquele tempo eram considerados como palavras de Deus. Assim se consideravam todos os seus conselhos, tanto para Davi como para Absalão.

Conselhos divergentes

17.   1.Aquitofel disse a Absalão: “Dei-xa-me escolher doze mil homens e irei ainda esta noite perseguir Davi. 2.Vou atacá-lo no momento em que estiver extenuado de fadiga. Provocarei pânico e todos os que estão com ele fugirão. O rei ficará sozinho e então o ferirei. 3.Em seguida te reconduzirei todo o povo, assim como a esposa volta para o seu esposo. É só a um homem que procuras e todo o povo estará em paz”.* 4.Esse conselho agradou a Absalão e a todos os anciãos de Israel. 5.No entanto, Absalão disse: “Chamai Cusai, o araquita, e ouçamos também o que ele tem a nos dizer”. 6.Chegando Cusai, Absalão disse-lhe: “Eis o que propôs Aquitofel. Faremos o que ele disse? Se não, fala por tua vez!”. 7.“Desta vez – respondeu Cusai –, o conselho de Aquitofel não é bom. 8.Tu sabes – ajuntou ele – que teu pai e seus homens são valentes e estão furiosos como a ursa a quem roubaram a cria na estepe. Teu pai é um guerreiro e ele não permitirá que a tropa repouse de noite. 9.Ele deve estar agora escondido em alguma gruta ou em qualquer outro lugar. E se vierem a cair desde o começo alguns do nosso exército, isso será publicado e se dirá: houve uma derrota no partido de Absalão. 10.Então, mesmo o mais valente desanimaria, ainda que tivesse um coração de leão, pois todo o Israel sabe que o teu pai é um herói e que está acompanhado de homens valentes. 11.Eis o meu conselho: Que se mobilize todo o Israel, desde Dã até Bersabeia e se reúnam junto de ti tão numerosos como os grãos de areia na praia do mar, indo tu mesmo no meio deles. 12.Nós cairemos sobre ele em qualquer lugar onde esteja, caindo contra ele como o orvalho cai sobre a terra e não deixaremos vivos nem ele nem homem algum dos que estão com ele. 13.Se se refugiar nalguma cidade, todo o Israel trará cordas a essa cidade e a arrastaremos até a torrente, de maneira que não fique dela uma só pedra!” 14.Absalão e todos os israelitas acharam o conselho de Cusai melhor que o de Aquitofel. O Senhor decidira frustrar o bom conselho de Aquitofel, a fim de trazer a desgraça sobre Absalão. 15.Cusai disse aos sacerdotes Sadoc e Abiatar: “Aquitofel aconselhou a Absa­lão e aos anciãos de Israel desse e desse modo; eu, porém, aconselhei-o assim e assim. 16.Mandai, pois, imediatamente a Davi esta mensagem: ‘Não fiques esta noite nas planícies do deserto, mas atravessa-o sem demora, não suceda que sejam exterminados o rei e todo o povo que está com ele’.”

Guerra entre Davi e Absalão

17.Jônatas e Aquimaás estavam em En-Roguel; uma criada foi dar-lhes as notícias, que eles mesmos levariam ao rei Davi, porque não deviam ser vistos entrando na cidade. 18.Mas um jovem os viu e avisou Absalão. Eles, porém, partiram apressados e entraram na casa de um homem em Baurim. Havia uma cisterna no pátio, onde se esconderam 19.e a mulher colocou uma tampa sobre a cisterna, espalhando por cima grãos socados, de sorte que não se notava coisa alguma. 20.Os enviados de Absalão entraram na casa dessa mulher e disseram: “Onde estão Aquimaás e Jônatas?”. Ela respondeu: “Atravessaram o regato”. Puseram-se a procurar, mas não encontrando ninguém, voltaram para Jerusalém. 21.Depois que partiram, saíram os jovens da cisterna e foram levar a notícia ao rei Davi, dizendo: “Ide! Passai depressa as águas, porque Aquitofel deu o seguinte conselho contra vós”. 22.Davi partiu com todos os seus homens e passaram o Jordão. Ao amanhecer, não havia um só homem que não tivesse atravessado o rio. 23.Aquitofel, vendo que seu conselho não fora seguido, selou o seu jumento e tomou o caminho de sua casa, na sua cidade. Pôs em ordem os seus negócios e se enforcou. Morto, foi enterrado no túmu­lo de seu pai.* 24.Davi chegou a Maanaim, quando Absalão passou o Jordão com os israe­litas. 25.Absalão pusera Amasa à frente do exército em lugar de Joab. Esse Amasa era filho de um tal Jetra, ismaelita, que se unira a Abigail, filha de Naás, irmã de Sárvia, mãe de Joab. 26.Os israelitas e Absalão acamparam na terra de Galaad. 27.Quando Davi chegou a Maanaim, Sobi, filho de Naás, de Rabá dos amonitas, Ma­quir, filho de Amiel de Lo-Dabar, e Berze­lai, o galaadita, de Rogelim, 28.vieram trazer-lhe camas, tapetes, copos e vasilhas, bem como trigo, cevada, farinha, grão torrado, favas, lentilhas, 29.mel, manteiga, ovelhas e queijos de leite de vaca. Trouxeram tudo isso a Davi e às suas tropas, para que se alimentassem, dizendo: “Estes homens sofreram certamente fome, fadiga e sede no deserto”.

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