DESAFIO: "A BÍBLIA EM UM ANO"

Centésimo quinquagésimo quarto dia: A vida do integro está unida ao Senhor

Ao meditar estas passagens com um espírito de devoção e de forma interior, podemos observar que Jó, em suas respostas finais aos seus amigos, dá novamente um testemunho juramentado de sua inocência. Logo após falar da sabedoria, ele relata não ser culpado de nenhum crime, apresentando verdadeiramente uma vida completamente integrante do Senhor. Podemos perceber que Jó tem consciência tranquila e que se considera inocente em todos os delitos mencionados. Porém mesmo assim foi acometido pela dor e sofrimento devido às circunstâncias porque passou. Assim como Jó foi provado mesmo sendo íntegro, também somos convidados a refletir sobre as consequências dos nossos pecados e misérias diante dos sofrimentos que experimentamos como pagamento pelas malícias praticadas por nós mesmos. Contudo Jesus Cristo veio a este mundo sem pecado algum e morreu por nossa causa na cruz para nos salvar destes pecados e nos libertar dos sofrimentos causados por esses pecados. Faça a leitura de preferencia em sua Bíblia dos capítulos 31, 32, 33 e 34 do livro de Jó (Jó).

Livro de Jó

Jó refina sua inocência

31.   1.Eu havia feito um pacto com os meus olhos, para não desejar nunca olhar para uma virgem. 2.Que parte me daria Deus lá do alto, que sorte o Todo-poderoso me enviaria do céu? 3.Acaso a infelicidade não está reservada ao injusto e o infortúnio ao iníquo? 4.Não conhece Deus os meus caminhos e não conta todos os meus passos? 5.Se caminhei com a mentira e meu pé correu atrás da fraude, 6.que Deus me pese na balança da justiça e reconhecerá a minha integridade. 7.Se meus passos se desviaram do caminho e meu coração seguiu meus olhos, e se às minhas mãos se apegou qualquer mácula, 8.que semeie eu e outro o coma, e minhas plantações sejam desenraizadas! 9.Se meu coração foi seduzido por uma mulher, se fiquei à espreita à porta de meu vizinho, 10.que minha mulher gire a mó para um outro e que estranhos a possuam! 11.Pois isso seria um crime, um delito digno de julgamento, 12.um fogo que devoraria até o abismo e que teria arruinado todos os meus bens. 13.Nunca violei o direito de meu escravo ou de minha serva, em suas discussões comigo. 14.Que farei eu quando Deus se levantar? Quando me interrogar, que lhe responderei? 15.Aquele que me criou no ventre, não o criou também a ele? Um mesmo criador nos formou! 16.Acaso recusei aos pobres aquilo que desejavam e fiz desfalecer os olhos da viúva? 17.Ou comi sozinho meu pedaço de pão, sem que o órfão tivesse a sua parte? 18.Antes, desde minha infância cuidei-o como um pai e desde o ventre materno fui o seu guia. 19.Se vi perecer um homem por falta de roupa e um pobre que não tinha com que cobrir-se, 20.sem que seus rins me tenham abençoado, aquecido como estava com a lã de minhas ovelhas; 21.se levantei a mão contra o órfão, quando me via apoiado pelos juízes,* 22.que meu ombro caia de minhas costas e meu braço seja arrancado de seu cotovelo! 23.Pois o terror de Deus me invadiu e diante de sua majestade não posso subsistir. 24.Nunca pus no ouro minha segurança e jamais disse ao ouro puro: ‘És minha esperança!’. 25.Nunca me rejubilei por ser grande a minha riqueza, nem pelo fato de minha mão ter ajuntado muito. 26.Quando via o sol brilhar e a lua levantar-se em seu esplendor, 27.jamais meu coração deixou-se seduzir em segredo e minha mão não foi levada à boca para um beijo.* 28.Isso seria um crime digno de castigo, pois eu teria renegado o Deus que está no alto. 29.Nunca me alegrei com a ruína de meu inimigo, nem exultei quando a infelicidade o feriu. 30.Não permiti que minha boca pecasse, reclamando sua morte por uma imprecação. 31.Jamais as pessoas de minha tenda me disseram: ‘Há alguém que não tenha ficado satisfeito da carne?’.* 32.O estrangeiro não passava a noite fora, eu abria a minha porta ao viajante. 33.Nunca dissimulei minha culpa aos homens, escondendo em meu peito minha iniquidade, 34.como se temesse a multidão e receasse o desprezo das famílias, a ponto de me manter quieto sem pôr o pé fora da porta. 35.Oh! Se eu tivesse alguém para me ouvir! Eis a minha assinatura: que o Todo-poderoso me responda! Que o meu adversário escreva também um memorial. 36.Por certo eu o carregaria sobre meus ombros e cingiria minha fronte com ele como de uma coroa! 37.Eu lhe prestaria contas de todos os meus passos e me apresentaria diante dele altivo como um príncipe. 38.Se minha terra clamou contra mim e seus sulcos derramaram lágrimas,* 39.se comi seus frutos sem pagar, se afligi os seus donos, 40.que em vez de trigo nasçam espinhos e joio em vez de cevada!”. Aqui terminam os discursos de Jó.*

Discurso de Eliú

32.   1.Como Jó persistisse em conside-rar-se como um justo, estes três homens desistiram de lhe responder. 2.Então, se inflamou a cólera de Eliú, filho de Baraquel, de Buz, da família de Ram. Sua cólera inflamou-se contra Jó, por este pretender justificar-se perante Deus. 3.Inflamou-se também contra seus três amigos, por não terem achado resposta conveniente, dando assim culpa a Deus.* 4.Como fossem mais velhos do que ele, Eliú esperou enquanto falavam com Jó. 5.Mas, quando viu que não tinham mais nada para responder, encolerizou-se.

Primeiro discurso de Eliú

6.Então Eliú, filho de Baraquel, de Buz, tomou a palavra nestes termos: “Sou jovem em anos, e vós sois anciãos, por isso minha timidez me impediu de manifestar-vos o meu saber. 7.Dizia comigo: ‘A idade vai falar, os muitos anos farão conhecer a sabedoria’. 8.Mas é o espírito de Deus no homem, e um sopro do Todo-poderoso que dá a inteligência. 9.Não são os mais velhos que são sábios, nem os anciãos que discernem o que é justo. 10.Por isso, é que digo: ‘Escutai-me, vou mostrar-vos o que sei’. 11.Esperei enquanto faláveis, prestei atenção em vossos raciocínios. Enquanto discutíeis, 12.segui-vos atentamente. Mas ninguém refutou a Jó, nem respondeu aos seus argumentos. 13.E não digais: ‘Encontramos a sabedoria; foi Deus e não um homem quem nos instrui’. 14.Não foi a mim que dirigiu seus discursos, mas encontrarei outras respostas diferentes das vossas. 15.Ei-los calados, já não dizem mais nada; faltam-lhes as palavras. 16.Esperei que se calassem e cessassem de responder. 17.É a minha vez de responder e vou também mostrar o que sei. 18.Pois estou cheio de palavras, o espírito que está em meu peito me oprime. 19.Meu peito é como vinho arrolhado, como um barril pronto para estourar. 20.Tenho de falar, isso me aliviará. Abrirei meus lábios para responder. 21.Não farei acepção de ninguém, nem adularei este ou aquele. 22.Pois não sei bajular, do contrário, meu Criador logo me levaria.

33.   1.E agora, Jó, ouve as minhas palavras e atende a todos os meus discursos. 2.Eis que abro a minha boca. Minha língua, sob o céu da boca, vai falar. 3.Minhas palavras brotam de um coração reto e meus lábios falarão francamente. 4.O espírito de Deus me criou e o sopro do Todo-poderoso me deu a vida. 5.Se puderes, responde-me. Toma posição e fica firme diante de mim. 6.Em face de Deus somos iguais. Como tu, eu também fui formado do barro! 7.Assim, meu temor não te assustará e o peso de minhas palavras não te acabrunhará. 8.Pois, disseste aos meus ouvidos, e ouvi estas palavras: 9.‘Sou puro, sem pecado; sou limpo, não há culpa em mim. 10.É ele que inventa pretextos contra mim e considera-me seu inimigo. 11.Prendeu meus pés no cepo e vigiou todos os meus passos’. 12.Responderei que nisto foste injusto, pois Deus é maior do que o ser humano. 13.Por que o acusas de não dar nenhuma resposta a teus discursos? 14.Ora, Deus fala de uma maneira e de outra e não prestas atenção.* 15.Por meio dos sonhos, das visões noturnas, quando o sono profundo cai sobre os homens, enquanto dormem nos seus leitos, 16.então abre os ouvidos dos mortais e os assusta com suas aparições. 17.Isso para desviá-lo do pecado e livrá-lo do orgulho, 18.para salvar-lhe a alma da cova e sua vida, da seta mortífera. 19.Pela dor também é corrigido o homem em seu leito, quando todos os seus membros são agitados, 20.quando recebe o alimento com desgosto e já não pode suportar as iguarias mais deliciosas. 21.Sua carne se consome aos olhares e seus membros emagrecidos se desvanecem. 22.Sua alma aproxima-se da sepultura e sua vida, daqueles que estão mortos. 23.Se perto dele se encontrar um anjo, um intercessor entre mil, para ensinar-lhe o que deve fazer, 24.ter piedade dele e dizer: ‘Poupai-o de descer à cova, pois recebi o resgate de sua vida’.* 25.Sua carne retomará o vigor da mocidade e ele retornará aos dias de sua adolescência. 26.Ele rezará a Deus, que lhe será propício, contemplará com alegria sua face e restituirá ao homem sua justiça. 27.Cantará diante dos homens, dizendo: ‘Pequei, violei o direito, mas Deus não me tratou conforme meus erros. 28.Poupou minha alma de descer à cova e minha alma bem viva goza a luz!’. 29.Eis o que Deus faz duas e três vezes com o ser humano, 30.a fim de tirar-lhe a alma da cova e iluminá-la com a luz da vida. 31.Presta atenção, Jó, escuta-me, cala a boca para que eu fale! 32.Se tens alguma coisa para dizer, responde-me; fala, eu gostaria de te dar razão. 33.Se não, escuta-me, cala-te, e eu te ensinarei a sabedoria”.

Segundo discurso de Eliú

34.   1.Eliú retomou a palavra nestes termos: 2.“Sábios, ouvi meu discurso; eruditos, prestai atenção. 3.Pois o ouvido discerne o valor das palavras como o paladar saboreia as iguarias. 4.Procuremos escolher o que é justo e conhecer entre nós o que é bom. 5.Jó disse: ‘Eu sou inocente, mas Deus recusa fazer-me justiça. 6.A despeito de meu direito, passo por mentiroso; minha ferida é incurável, sem que eu tenha pecado’. 7.Existe um homem como Jó, que bebe a blasfêmia como quem bebe água, 8.que anda de par com os ímpios e caminha com os perversos? 9.Pois ele disse: ‘O homem não ganha nada em ser agradável a Deus’. 10.Ouvi-me, pois, homens sensatos: longe de Deus a injustiça, longe do Todo-poderoso a iniquidade! 11.Ele trata o homem conforme seus atos e dá a cada um o que merece. 12.Pois, Deus não é injusto e o Todo-poderoso não falseia o direito. 13.Quem lhe confiou a administração da terra? Quem lhe entregou o universo? 14.Se lhe retomasse o sopro, se lhe retirasse o alento, 15.toda a carne expiraria no mesmo instante, e o homem voltaria ao pó. 16.Se tens inteligência, escuta isto, e dá ouvidos ao som de minhas palavras! 17.Acaso um inimigo do direito poderia governar? Pode o Justo, o Poderoso cometer a iniquidade? 18.Ele que disse a um rei: ‘Malvado!’. Ou aos príncipes: ‘Celerados!’. 19.Ele não tem preferência pelos grandes, nem tem mais consideração pelos ricos do que pelos pobres, pois são todos obras de suas mãos. 20.Subitamente, perecem no meio da noite; os povos vacilam e passam, o poderoso desaparece, sem o socorro de mão alguma.* 21.Pois Deus olha para a conduta de cada um e observa todos os seus passos. 22.Não há obscuridade, nem trevas onde o iníquo possa esconder-se. 23.Pois não precisa olhar duas vezes para um homem para citá-lo em justiça consigo. 24.Abate os poderosos sem inquérito e põe outros em lugar deles. 25.Pois conhece as suas obras, derruba-os à noite e são esmagados. 26.Fere-os como ímpios no lugar onde são vistos, 27.porque se afastaram dele e não quiseram conhecer nenhum de seus caminhos. 28.Fizeram chegar até Deus o clamor do pobre e tornando-o atento ao grito do infeliz. 29.Se ele dá a paz, quem poderá censurá-lo? Se oculta sua face, quem poderá contemplá-lo? 30.Assim trata ele o povo e o indivíduo de maneira que o ímpio não venha a reinar, e já não seja uma armadilha para o povo. 31.Se alguém diz a Deus: ‘Fui seduzido, não mais pecarei, 32.ensina-me o que ignoro; se cometi o mal, não mais o farei!’. 33.Julgas, então, que ele deve punir, já que rejeitaste suas ordens? És tu quem deves escolher, não eu; dize, pois, o que sabes.* 34.As pessoas sensatas me dirão, como qualquer homem sábio que me ouve: 35.‘Jó não falou conforme a razão, falta-lhe bom senso às palavras!’. 36.Pois bem, que Jó seja provado até o fim, já que suas respostas são próprias de um ímpio. 37.Porque a seus pecados acrescenta a revolta. Entre nós, com zombaria, bate as mãos e multiplica as palavras contra Deus”.*

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