DESAFIO: "A BÍBLIA EM UM ANO"

Centésimo octogésimo oitavo dia: A infidelidade é o caminho da desgraça

Na leitura de hoje, iremos refletir sobre o livro dos Provérbios, mais especificamente a partir do Capítulo 5. O autor sagrado exorta sobre a importância da fidelidade conjugal e contrasta os perigos do adultério com as alegrias da vida matrimonial. Observamos a necessidade de evitar promessas vãs, a preguiça, a companhia de insensatos e a prática de pecados abomináveis. O autor utiliza a analogia da formiga, uma criatura diligente que se prepara para o inverno, para ressaltar a importância da sabedoria, prudência e curiosidade. No capítulo 6 também observamos conselhos sobre os perigos do adultério e a importância da fidelidade conjugal. Ao longo do texto, são evidenciadas exortações e advertências sobre a conduta moral. O autor ainda destaca que o adultério traz desgraça social, perda financeira e arrependimento, enquanto a fidelidade conjugal possibilita a felicidade duradoura. Faça a leitura de preferencia em sua Bíblia dos capítulos 5, 6, 7 e 8 do livro dos Provérbios (Pr).

Provérbios 

5.   1.Meu filho, atende à minha sabedoria, presta atenção à minha razão, 2.a fim de conservares o sentido das coisas e guardares a ciência em teus lábios.

Perigo da mulher leviana

3.Porque os lábios da mulher alheia destilam o mel; seu paladar é mais oleoso que o azeite. 4.No fim, porém, é amarga como o absinto, aguda como a espada de dois gumes. 5.Seus pés se encaminham para a morte, seus passos atingem a região dos mortos. 6.Longe de andarem pela vereda da vida, seus passos se extraviam, sem saber para onde. 7.Escutai-me, pois, meus filhos, não vos aparteis das palavras de minha boca. 8.Afasta dela teu caminho, não te aproximes da porta de sua casa, 9.para que não seja entregue a outros tua fortuna e tua vida a um homem cruel; 10.para que estranhos não se fartem de teus haveres e o fruto de teu trabalho não passe para a casa alheia; 11.para que não gemas no fim, quando forem consumidas tuas carnes e teu corpo 12.e tiveres que dizer: “Por que odiei a disciplina, e meu coração desdenhou a correção? 13.Por que não ouvi a voz de meus mestres, nem dei ouvido aos meus educadores? 14.Por pouco eu chegaria ao cúmulo da desgraça no meio da assembleia do povo”.

Fidelidade à mulher

15.Bebe a água do teu poço e das correntes de tua cisterna.* 16.Tuas fontes se derramarão por fora e teus arroios nas ruas? 17.Sejam eles só para ti, sem que os estranhos neles tomem parte. 18.Seja bendita a tua fonte! Regozija-te com a mulher de tua juventude, 19.corça de amor, serva encantadora. Que sejas sempre embriagado com seus encantos e que seus amores te embriaguem sem cessar! 20.Por que hás de te enamorar de uma alheia e abraçar o seio de uma estranha? 21.Pois o Senhor olha os caminhos dos homens e observa todas as suas veredas. 22.O homem será preso por suas próprias faltas e ligado com as cadeias de seu pecado. 23.Perecerá por falta de correção e se desviará pelo excesso de sua loucura.

Fiador

6.   1.Meu filho, se ficaste por fiador do teu próximo, se estendeste a mão a um estranho,* 2.se te ligaste com as palavras de teus lábios, se ficaste cativo com a tua própria linguagem, 3.faze, pois, meu filho, o que te digo: livra-te, pois caíste nas mãos do teu próximo; vai, apressa-te, solicita-o com instância, 4.não concedas sono aos teus olhos, nem repouso às tuas pálpebras. 5.Salva-te como a gazela do caçador, e como o pássaro das mãos do que arma laços.

Preguiça

6.Vai, ó preguiçoso, ter com a formiga, observa seu proceder e torna-te sábio: 7.ela não tem chefe, nem inspetor, nem mestre; 8.prepara no verão sua provisão, apanha no tempo da ceifa sua comida. 9.Até quando, ó preguiçoso, dormirás? Quando te levantarás de teu sono? 10.Um pouco para dormir, outro pouco para dormitar, outro pouco para cruzar as mãos no seu leito, 11.e a indigência virá sobre ti como um ladrão; a pobreza, como um homem armado.

O perverso

12.É um homem perverso, um iníquo aquele que caminha com falsidade na boca; 13.pisca os olhos, bate com o pé, faz sinais com os dedos; 14.só há perversidade em seu coração: não cessa de maquinar o mal, e de semear questões. 15.Por isso, repentinamente, virá sua ruína, de improviso ficará irremediavelmente quebrantado.

Sete coisas

16.Seis coisas há que o Senhor odeia e uma sétima que lhe é uma abominação:* 17.olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, 18.um coração que maquina projetos perversos, pés pressurosos em correr ao mal, 19.um falso testemunho que profere mentiras e aquele que semeia discórdias entre irmãos. 20.Guarda, filho meu, os preceitos de teu pai, não desprezes o ensinamento de tua mãe. 21.Traze-os constantemente ligados ao teu coração e presos ao teu pescoço. 22.Eles te servirão de guia ao caminhares, de guarda ao dormires e falarão contigo ao despertares, 23.porque o preceito é uma tocha, o ensinamento é uma luz, a correção e a disciplina são o caminho da vida, 24.para te preservar da mulher corrupta e da língua lisonjeira da estranha. 25.Não cobices sua formosura em teu coração, não te deixes prender por seus olhares; 26.por uma meretriz o homem se reduz a um pedaço de pão, e a mulher adúltera arrebata a vida preciosa do homem. 27.Porventura pode alguém esconder fogo em seu seio sem que suas vestes se inflamem? 28.Pode caminhar sobre brasas sem que seus pés se queimem? 29.Assim o que vai para junto da mulher do seu próximo não ficará impune depois de a tocar. 30.Não se despreza o ladrão que furta para satisfazer seu apetite, quando tem fome;* 31.se for preso, restituirá sete vezes mais e entregará todos os bens de sua casa. 32.Quem comete adultério carece de senso, é por sua própria culpa que um homem assim procede. 33.Só encontrará infâmia e ignomínia e seu opróbrio não se apagará, 34.porque o marido, furioso e ciumento, não perdoará no dia da vingança, 35.não se aplacará por resgate algum, nem aceitará nada, se multiplicares os presentes.

O adultério como símbolo da insensatez

7.   1.Meu filho, guarda minhas palavras, conserva contigo meus preceitos. Observa meus mandamentos e viverás. 2.Guarda meus ensinamentos como a pupila de teus olhos. 3.Traze-os ligados aos teus dedos, grava-os em teu coração. 4.Dize à sabedoria: “Tu és minha irmã”, e chama à inteligência “minha amiga”, 5.para que elas te guardem da mulher alheia, da estranha que tem palavras lúbricas. 6.Estava eu atrás da janela de minha casa, olhava por entre as grades. 7.Vi entre os imprudentes, entre os jovens, um adolescente incauto: 8.passava ele na rua perto da morada de uma dessas mulheres e entrava na casa dela. 9.Era ao anoitecer, na hora em que surge a obscuridade da noite. 10.Eis que uma mulher sai-lhe ao encontro, ornada como uma prostituta e o coração dissimulado.* 11.Inquieta e impaciente, seus pés não podem parar em casa; 12.umas vezes na rua, outras na praça, em todos os cantos ela está de emboscada. 13.Abraça o jovem e o beija, e com um semblante descarado diz-lhe: 14.“Tinha que oferecer sacrifícios pacíficos; hoje cumpri meu voto.* 15.Por isso, saí ao teu encontro para te procurar! E achei-te! 16.Ornei minha cama com tapetes, com estofos recamados de rendas do Egito. 17.Perfumei meu leito com mirra, com aloés e cinamomo. 18.Vem! Embriaguemo-nos de amor até o amanhecer, desfrutemos as delícias da voluptuosidade, 19.pois o marido não está em casa: partiu para uma longa viagem, 20.levou consigo uma bolsa cheia de dinheiro e só voltará lá pela lua cheia”. 21.Seduziu-o à força de palavras e arrastou-o com as lisonjas de seus lábios. 22.Põe-se ele logo a segui-la, como um boi que é levado ao matadouro, como um cervo que se lança nas redes, 23.até que uma flecha lhe traspassa o fígado, como o pássaro que se precipita para o laço sem saber que se trata de um perigo para sua vida. 24.E agora, meus filhos, ouvi-me, prestai atenção às minhas palavras. 25.Que vosso coração não se deixe arrastar para seguir essa mulher, nem vos extravieis em suas veredas, 26.porque numerosos são os feridos por ela e considerável é a multidão de suas vítimas. 27.Sua casa é o caminho da região dos mortos, que conduz às entranhas da morte.

Discurso da sabedoria

8.   1.Porventura não clama a Sabedoria e a inteligência não eleva a sua voz? 2.No cume das montanhas posta-se ela, e nas encruzilhadas dos caminhos. 3.Alça sua voz na entrada das torres, junto às portas, nas proximidades da cidade. 4.“É a vós, ó homens, que eu apelo; minha voz se dirige aos filhos dos homens. 5.Ó simples, aprendei a prudência, adquiri a inteligência, ó insensatos. 6.Prestai atenção, pois! Coisas magníficas vos anuncio, de meus lábios só sairá retidão, 7.porque minha boca proclama a verdade e meus lábios detestam a iniquidade. 8.Todas as palavras de minha boca são justas, nelas nada há de falso nem de tortuoso. 9.São claras para os que as entendem e retas para o que chegou à ciência.* 10.Recebei a instrução e não o dinheiro. Preferi a ciência ao fino ouro, 11.pois a Sabedoria vale mais que as pérolas e joia alguma a pode igualar.

Sabedoria personificada

12.Eu, a Sabedoria, sou amiga da prudência, possuo uma ciência profunda. 13.O temor do Senhor é o ódio ao mal. Orgulho, arrogância, caminho perverso, boca mentirosa: eis o que eu detesto. 14.Meu é o conselho e o bom êxito, minha a inteligência, minha a força.* 15.Por mim reinam os reis e os legisladores decretam a justiça;* 16.por mim governam os magistrados e os magnatas regem a terra. 17.Amo os que me amam. Quem me procura, encontra-me. 18.Comigo estão a riqueza e a glória, os bens duráveis e a justiça. 19.Mais precioso que o mais fino ouro é o meu fruto, meu produto tem mais valor que a mais fina prata. 20.Sigo o caminho da justiça, no meio da senda da equidade. 21.Deixo os meus haveres para os que me amam e acumulo seus tesouros. 22.O Senhor me criou, como primícia de suas obras, desde o princípio, antes do começo da terra.* 23.Desde a eternidade fui formada, antes de suas obras dos tempos antigos. 24.Ainda não havia abismo quando fui concebida, e ainda as fontes das águas não tinham brotado. 25.Antes que assentados fossem os montes, antes dos outeiros, fui dada à luz; 26.antes que fossem feitos a terra e os campos e os primeiros elementos da poeira do mundo. 27.Quando ele preparava os céus, ali estava eu; quando traçou o horizonte na superfície do abismo,* 28.quando firmou as nuvens no alto, quando dominou as fontes do abismo, 29.quando impôs regras ao mar, para que suas águas não transpusessem os limites, quando assentou os fundamentos da terra, 30.junto a ele estava eu como artífice, brincando todo o tempo diante dele,* 31.brincando sobre o globo de sua terra, achando as minhas delícias junto aos filhos dos homens. 32.E agora, meus filhos, escutai-me: felizes aqueles que guardam os meus caminhos. 33.Ouvi minha instrução para serdes sábios, não a rejeiteis. 34.Feliz o homem que me ouve e que vela todos os dias à minha porta e guarda os umbrais de minha casa! 35.Pois quem me acha encontra a vida e alcança o favor do Senhor. 36.Mas quem me ofende, prejudica-se a si mesmo; quem me odeia, ama a morte.”

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