DESAFIO: "A BÍBLIA EM UM ANO"

Tricentésimo trigésimo dia: A eleição de Israel e a misericórdia de Deus

Na meditação da Sagrada Escritura dos capítulos que se seguem, o apóstolo Paulo expressa seu pesar pela rejeição de muitos israelitas ao evangelho. Ele enfatiza que a eleição de Israel não significa que todos os descendentes de Israel são verdadeiros israelitas aos olhos de Deus. Paulo argumenta que a salvação não é alcançada pelas obras, mas sim pela fé em Jesus Cristo. Ele menciona que Deus endurece aqueles que não creem, mas também mostra misericórdia aos que creem. Paulo destaca a importância do amor fraternal, exorta os crentes a oferecerem seus corpos como sacrifício vivo a Deus e a viverem em paz com os outros. Ele encoraja a não retribuir o mal com o mal, mas a vencer o mal com o bem. Faça a leitura de preferencia em sua Bíblia dos capítulos 9, 10, 11 e 12 da carta de São Paulo aos Romanos (Rm).

Romanos

V – DESÍGNIO DE DEUS A RESPEITO DE ISRAEL (9 – 11)

Tristeza do apóstolo

9.   1.Digo a verdade em Jesus Cristo, não minto; a minha consciência me dá testemunho pelo Espírito Santo: 2.sinto grande pesar, incessante amargura no coração. 3.Porque eu mesmo desejaria ser reprovado, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são do mesmo sangue que eu, segundo a carne. 4.Eles são os israelitas; a eles foram dadas a adoção, a glória, as alianças, a Lei, o culto, as promes­sas* 5.e os patriarcas; deles des­cende Cristo, segundo a carne, o qual é, sobre todas as coisas, Deus bendito para sempre. Amém.

Eleição de Israel

6.Não quer dizer, porém, que a Palavra de Deus tenha falhado. Porque nem todos os que descendem de Israel são verdadeiros israelitas,* 7.como nem todos os descendentes de Abraão são filhos de Abraão; mas: É em Isaac que terás uma des­cendência que trará o teu nome (Gn 21,12). 8.Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que serão considerados como descendentes. 9.Realmente, a palavra da promessa é esta: Por este tempo virei, e Sara terá um filho (Gn 18,10). 10.E não somente ela, senão também Rebeca, que concebeu (dois filhos) de um só homem, Isaac, nosso patriar­ca. 11.Antes mesmo que fossem nascidos, e antes que tivessem feito bem ou mal algum (para que fosse confirmada a liberdade da escolha de Deus, 12.que depende não das obras, mas daquele que chama), foi dito a Rebeca: O mais velho servirá o mais moço (Gn 25,23). 13.Como está escrito: Amei Jacó, porém aborreci Esaú (Ml 1,3). 14.Que diremos, pois? Haverá injustiça em Deus? De modo algum! 15.Porque ele disse a Moisés: Farei misericórdia a quem eu fizer miseri­córdia; terei compaixão de quem eu tiver compaixão (Ex 33,19). 16.Dessa forma, a escolha não depende daquele que quer, nem daquele que corre, mas da misericórdia de Deus. 17.Por isso, diz a Escritura ao faraó: Eis o motivo por que te suscitei, para mostrar em ti o meu poder e para que se anuncie o meu nome por toda a terra (Ex 9,16). 18.Portanto, ele tem misericórdia de quem quer, e endurece a quem quer.* 19.Tu me dirás talvez: “Por que ele ainda se queixa? Quem pode resistir à sua vontade?”. 20.Mas quem és tu, ó homem, para contestar a Deus? Porventura o vaso de barro diz ao oleiro: “Por que me fizeste assim?”. 21.Ou não tem o oleiro poder sobre o barro para fazer da mesma massa um vaso de uso nobre e outro de uso vulgar? 22.(Onde, então, está a injustiça) em ter Deus, para mostrar a sua ira e manifestar o seu poder, suportado com muita paciência os objetos de ira preparados para a perdição,* 23.mostrando as riquezas da sua glória para com os objetos de misericórdia que, de antemão, preparou para a glória? 24.(Esses somos nós, que ele chamou não só dentre os judeus, mas também dentre os pagãos.) É o que ele diz em Oseias: 25.Chamarei meu povo ao que não era meu povo, e amada a que não era amada. 26.E no lugar mesmo em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo, ali serão chamados filhos de Deus vivo (Os 2,1). 27.A respeito de Israel, exclama Isaías: Ainda que o número de filhos de Israel fosse como a areia do mar, só um resto será salvo; 28.porque o Senhor realizará plenamente e prontamente a sua palavra sobre a terra (10,22s). 29.E ainda como predisse Isaías: Se o Senhor dos exércitos não nos tivesse deixado um rebento, ficaríamos como Sodoma, seríamos como Gomorra (Is 1,9). 30.Então, que diremos? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justificação, a que vem da fé, 31.ao passo que Israel, que procurava uma Lei que desse a justificação, não a encontrou. 32.Por quê? Porque Israel a buscava como fruto não da fé, e sim das obras. E tropeçou na pedra do escândalo, 33.como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de escândalo, um rochedo que faz cair; quem nele crer não será confundido (Is 8,14; 28,16).

Salvação para todos

10.   1.Irmãos, o desejo do meu coração e a súplica que dirijo a Deus por eles são para que se salvem. 2.Pois lhes dou testemunho de que têm zelo por Deus, mas um zelo sem discerni­mento. 3.Desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. 4.Porque Cristo é o fim da Lei, para justificar todo aquele que crê. 5.Ora, Moisés escreve da justiça que vem da Lei: O homem que a praticar viverá por ela (Lv 18,5). 6.Mas a justiça que vem da fé diz assim: “Não digas em teu coração: ‘Quem subirá ao céu?’. Isto é, para trazer do alto o Cristo;* 7.ou: ‘Quem descerá ao abismo?’. Isto é, para fazer voltar Cristo dentre os mortos”. 8.Que diz ela, afinal? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração (Dt 30,14). Essa é a palavra da fé, que pregamos. 9.Portanto, se com tua boca confessares que Jesus é o Senhor, e se em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. 10.É crendo de coração que se obtém a justiça, e é professando com palavras que se chega à salvação. 11.A Escritura diz: Todo o que nele crer não será confundido (Is 28,16). 12.Pois não há distinção entre judeu e grego, porque todos têm um mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam, 13.porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Jl 3,5). 14.Porém, como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue? 15.E como pregarão, se não forem enviados, como está escrito: Quão formosos são os pés daqueles que anunciam as boas-novas (Is 52,7)? 16.Mas não são todos que pres­taram ouvido à Boa-Nova. É o que exclama Isaías: Senhor, quem acredi­tou na nossa pregação (Is 53,1)?* 17.Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo.* 18.Pergunto, agora: Acaso não ouviram? Claro que sim! Por toda a terra correu a sua voz, e até os confins do mundo foram as suas palavras (Sl 18,5). 19.E pergunto ainda: Acaso Israel não o compreendeu? Já Moisés lhes havia dito: Eu vos despertarei ciúmes com um povo que não merece este nome; eu vos provocarei a ira contra uma nação insensata (Dt 32,21). 20.E Isaías se abalança a dizer: Fui achado pelos que não me buscavam; manifestei-me aos que não perguntavam por mim (Is 65,1). 21.Ao passo que a res­peito de Israel, ele diz: Todo o dia estendi as minhas mãos a um povo desobediente e teimoso (Is 65,2).

Um resto de Israel que subsiste

11.   1.Pergunto, então: Acaso rejeitou Deus o seu povo? De maneira alguma. Pois eu mesmo sou israelita, descendente de Abraão, da tribo de Benjamim. 2.Deus não repeliu o seu povo, que ele de antemão distinguiu! Desconheceis o que narra a Escritura, no episódio de Elias, quando este se queixava de Israel a Deus: 3.Senhor, mataram vossos profetas, destruíram vossos altares. Fiquei apenas eu, e ainda procuram tirar-me a vida (1Rs 19,10)? 4.Que lhe respondeu a voz divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram o joelho diante de Baal (1Rs 19,18). 5.É o que continua a acontecer no tempo presente: subsiste um resto, segundo a eleição da graça. 6.E se é pela graça, já não o é pelas obras; de outra maneira, a graça cessaria de ser graça. 7.Consequência? Que Israel não conseguiu o que procura. Os escolhidos, estes sim, o conseguiram. Quanto aos mais, foram obcecados, 8.como está escrito: Deus lhes deu um espírito de torpor, olhos para que não vejam e ouvidos para que não ouçam, até o dia presente (Dt 29,4). 9.Davi também o diz: A mesa se lhes torne em laço, em armadilha, em ocasião de tropeço, em justo castigo! 10.A vista se lhes obscureça para não verem! Dobra-lhes o espinhaço sem cessar (Sl 68,23s)! 11.Pergunto ainda: Tropeçaram acaso para cair? De modo algum. Mas sua queda, tornando a salvação acessível aos pagãos, incitou-os à emulação. 12.Ora, se o seu pecado ocasionou a riqueza do mundo, e a sua decadência a riqueza dos pagãos, que não fará a sua conversão em massa?!

Os pagãos enxertados na salvação oferecida a Israel

13.Declaro-o a vós, homens de origem pagã: como apóstolo dos pagãos, eu procuro honrar o meu ministério, 14.com o intuito de, eventualmente, excitar à emulação os homens da minha raça e salvar alguns deles.* 15.Porque, se de sua rejeição resultou a reconcilia­ção do mundo, qual será o efeito de sua reintegração, senão uma ressurreição dentre os mortos? 16.Se as primícias são santas, também a massa o é; e se a raiz é santa, os ramos também o são. 17.Se alguns dos ramos foram cortados, e se tu, oliveira selvagem, foste enxer­tada em seu lugar e agora recebes seiva da raiz da oliveira,* 18.não te envaideças nem menosprezes os ramos. Pois, se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. 19.Dirás, talvez: “Os ramos foram cortados para que eu fosse enxertada”. 20.Sem dúvida! É pela incredulidade que foram cortados, ao passo que tu é pela fé que estás firme. Não te ensoberbeças, antes, teme. 21.Se Deus não poupou os ramos naturais, bem poderá não poupar a ti. 22.Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram, bondade para contigo, suposto que permaneças fiel a essa bondade; do contrário, também tu serás cortada. 23.E eles, se não persistirem na incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para enxertá-los de novo. 24.Se tu, cortada da oliveira de natureza selvagem, contra a tua natureza foste enxertada em boa oliveira, quanto mais eles, que são naturais, poderão ser enxertados na sua própria oliveira!

Salvação de Israel

25.Não quero, irmãos, que igno­reis este mistério, para que não vos gabeis de vossa sabedoria: esta cegueira de uma parte de Israel só durará até que haja entrado a totalidade dos pagãos. 26.Então, Israel em peso será salvo, como está escrito: Virá de Sião o libertador, apartará de Jacó a impiedade. 27.E esta será a minha alian­ça com eles, quando eu tirar os seus pecados (Is 59,20s; 27,9). 28.Se, quanto ao Evangelho, eles são inimigos de Deus, para proveito vosso, quanto à eleição eles são muito queridos por causa de seus pais.* 29.Pois os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis. 30.Assim como vós antes fostes desobedientes a Deus, e agora obtivestes misericórdia com a deso­bediência deles, 31.assim eles são incrédulos agora, em consequência da misericórdia feita a vós, para que eles também mais tarde alcancem, por sua vez, a misericórdia. 32.Deus encerrou a todos esses homens na desobediência para usar com todos de misericórdia. 33.Ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos! 34.Quem pode compreender o pensamento do Se­nhor? Quem jamais foi o seu conselheiro?* 35.Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retribuído?* 36.Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém.

VI – CONSEHOS E PRECEITOS MORAIS (12, 1 – 15, 13)

Verdadeira religião

12.   1.Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a ofere­cerdes vossos corpos em sacri­fício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. 2.Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito. 3.Em virtude da graça que me foi dada, recomendo a todos e a cada um: não façam de si próprios uma opinião maior do que convém, mas um conceito razoavelmente modesto, de acordo com o grau de fé que Deus lhes distribuiu.* 4.Pois, como em um só corpo temos muitos membros e cada um dos nossos membros tem diferente função, 5.assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro. 6.Temos dons diferentes, conforme a graça que nos foi conferida. Aquele que tem o dom da profecia, exerça-o conforme a fé. 7.Aquele que é chamado ao ministério, dedique-se ao ministério. Se tem o dom de ensinar, que ensine; 8.o dom de exortar, que exorte; aquele que distribui as esmolas, faça-o com simplicidade; aquele que preside, presida com zelo; aquele que exerce a misericórdia, que o faça com afabilidade. 9.Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem. 10.Amai-vos mu­tuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros. 11.Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor. 12.Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. 13.Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade. 14.Abençoai os que vos perse­guem; abençoai-os, e não os prague­jeis. 15.Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram. 16.Vivei em boa harmonia uns com os ou­tros. Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisas modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos. 17.Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens. 18.Se for possível, quanto depender de vós, vivei em paz com todos os homens. 19.Não vos vingueis uns dos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35). 20.Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s).* 21.Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem.

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