DESAFIO: "A BÍBLIA EM UM ANO"

Ducentésimo sexto dia: A prudência é fruto da sabedoria

Na continuação da nossa leitura observaremos que serão abordados reflexões e conselhos práticos para a vida cotidiana baseados na moral católica. É de grande importância a leitura e meditação deste do livro do Eclesiástico, inclusive existe recomendações de grandes santos e padres da igreja. A leitura desse livro é vista como uma maneira de iniciar na vida da Igreja e na moral cristã. Meditaremos também sobre a importância de não confiar nas riquezas injustas e não se deixar levar por falsas seguranças. O texto enfatiza a importância do domínio próprio, de andar pelo caminho do Senhor com sinceridade e de utilizar uma linguagem pacífica e sábia. A prudência é uma virtude que enriquece, enquanto a imprudência leva à ruína. Faça a leitura de preferencia em sua Bíblia dos capítulos 4, 5 e 6 do livro do Eclesiástico (Eclo).

Livro do Eclesiástico

 

4.   1.Meu filho, não negues esmola ao pobre, nem dele desvies os olhos. 2.Não desprezes o que tem fome, não irrites o pobre em sua indigência. 3.Não aflijas o coração do infeliz, não recuses tua esmola àquele que está na miséria; 4.não rejeites o pedido do aflito, não desvies o rosto do pobre. 5.Não desvies os olhos do indigente, para que ele não se zangue. Aos que pedem não dês motivo de vos amaldiçoarem pelas costas, 6.pois será atendida a imprecação daquele que te amaldiçoa na amargura de sua alma. Aquele que o criou o atenderá. 7.Torna-te afável na assembleia dos pobres, humilha tua alma diante de um ancião; curva a cabeça diante de um poderoso. 8.Dá ouvidos ao pobre de boa vontade. Paga a tua dívida, dá-lhe com doçura uma resposta apaziguadora. 9.Liberta da casa do orgulhoso aquele que sofre injustiça. Quando fizeres um julgamento, não o faças com azedume.* 10.Sê misereclodioso com os órfãos como um pai; e sê como um marido para a mãe deles. 11.E serás como um filho obediente do Altíssimo, que, mais do que uma mãe, terá compaixão de ti.

Amor à sabedoria

12.A sabedoria inspira a vida aos seus filhos, ela toma sob a sua proteção aqueles que a procuram; ela os precede no caminho da justiça.* 13.Aquele que a ama, ama a vida; aqueles que velam para encontrá-la sentirão sua doçura.* 14.Aqueles que a possuem terão a vida como herança, e Deus abençoará todo o lugar onde ele entrar. 15.Aqueles que a servem serão obedientes ao Santo; aqueles que a amam serão amados por Deus.* 16.Aquele que a ouve julgará as nações; aquele que é atento em contemplá-la permanecerá seguro. 17.Quem nela põe sua confiança a terá como herança e sua posteridade a possuirá, 18.pois na provação ela anda com ele, e escolhe-o em primeiro lugar. 19.Ela traz-lhe o temor, o pavor e a aprovação. Ela o atormenta com sua penosa disciplina, até que, tendo-o experimentado nos seus pensamentos, ela possa confiar nele. 20.Então ela o porá firme, voltará a ele em linha reta. Ela o cumula de alegria, 21.desvenda-lhe seus segredos e enriquece-o com tesouros de ciência, de inteligência e de justiça. 22.Porém, se ele se transviar, ela o abandonará, e o entregará às mãos do seu inimigo.

Prudência e justiça

23.Meu filho, aproveita-te do tempo, evita o mal; 24.para o bem de tua alma, não te envergonhes de dizer a verdade,* 25.pois há uma vergonha que conduz ao pecado, e uma vergonha que atrai glória e graça. 26.Em teu próprio prejuízo não te mostres parcial, não mintas em prejuízo de tua alma.* 27.Não tenhas complacência com as fragilidades do próximo,* 28.não retenhas uma palavra que pode ser salutar, não escondas tua sabedoria pela tua vaidade. 29.Pois a sabedoria faz-se distinguir pela língua; o bom senso, o saber e a doutrina, pela palavra do sábio; e a firmeza, pelos atos de justiça. 30.Não contradigas de nenhum modo a verdade, envergonha-te da mentira cometida por ignorância.* 31.Não te envergonhes de confessar os teus pecados; não te tornes escravo de nenhum homem que te leve a pecar.* 32.Não resistas face a face ao homem poderoso, não te oponhas ao curso do rio.* 33.Combate pela justiça, a fim de salvares tua vida; até a morte, combate pela justiça, e Deus combaterá por ti contra teus inimigos. 34.Não sejas precipitado em palavras, e (ao mesmo tempo) covarde e negligente em tuas ações. 35.Não sejas como um leão em tua casa, prejudicando os teus domésticos e tiranizando os que te são submissos. 36.Que tua mão não seja aberta para receber, e fechada para dar.

Falsa segurança

5.   1.Não contes com riquezas injustas. Não digas: “Tenho o suficiente para viver”, pois no dia do castigo e da escuridão, isso de nada te servirá. 2.Quando te sentires forte, não te entregues às cobiças de teu coração. 3.Não digas: “Como sou forte!”. ou: “Quem me obrigará a prestar contas dos meus atos?”,* 4.pois Deus tomará sua vingança. Não digas: “Pequei, e o que me aconteceu de mal?”, pois o Senhor é lento para castigar os crimes. 5.A propósito de um pecado perdoado, não estejas sem temor, e não acrescentes pecado sobre pecado. 6.Não digas: “A misericórdia do Senhor é grande, ele terá piedade da multidão dos meus pecados”, 7.pois piedade e cólera são nele igualmente rápidas, e o seu furor visa aos pecadores. 8.Não demores em te converteres ao Senhor, não adies de dia em dia, 9.pois sua cólera virá de repente, e ele te perderá no dia do castigo. 10.Não te inquietes à procura de riquezas injustas, de nada te servirão no dia do castigo e da escuridão.

Domínio próprio 

11.Não joeires a todos os ventos, não andes por qualquer caminho, pois é assim que se revela o pecador de linguagem dúbia. 12.Firma-te no caminho do Senhor, na sinceridade de teus sentimentos e teus conhecimentos, nunca te afastes de uma linguagem pacífica e equitativa.* 13.Escuta com doçura o que te dizem, a fim de compreenderes, darás então uma resposta sábia e apropriada.* 14.Se tiveres inteligência, responde a outrem, senão, põe a mão sobre a tua boca, para que não sejas surpreendido a dizer uma palavra indiscreta, e venhas a te envergonhar dela.* 15.A honra e a consideração acompanham a linguagem do sábio, mas a língua do imprudente é a sua própria ruína. 16.Não passes por delator, não caias com embaraço nas armadilhas de tua língua,* 17.pois ao ladrão estão reservados a confusão e o arrependimento, à língua dúbia, uma censura severa; ao delator, ódio, inimizade e infâmia. 18.Faze justiça tanto para o pequeno como para o grande.*

6.   1.De amigo não te tornes inimigo de teu próximo, pois o malvado terá por sorte a vergonha e a ignomínia, como todo pecador invejoso e de língua fingida.

Paixão

2.Não te eleves como um touro nos pensamentos de teu coração, para não suceder que a tua loucura quebre a tua força,* 3.devore as tuas folhas, apodreça os teus frutos e te deixe como uma árvore seca no deserto. 4.Pois uma alma perversa é a perda de quem a possui; ele o tornará motivo de zombaria para seus inimigos, e irá conduzi-lo à sorte dos ímpios.

A amizade

5.Uma boa palavra multiplica os amigos e apazigua os inimigos; a linguagem elegante do homem virtuoso é uma opulência.* 6.Dá-te bem com muitos, mas escolhe para conselheiro um entre mil. 7.Se adquirires um amigo, adquire-o na provação, não confies nele tão depressa. 8.Pois há amigos em certas horas que deixarão de o ser no dia da aflição. 9.Há amigo que se torna inimigo, e há amigo que desvendará ódios, querelas e disputas; 10.há amigo que só o é para a mesa, e que deixará de o ser no dia da desgraça. 11.Se teu amigo for constante, ele te será como um igual, e agirá livremente com os de tua casa.* 12.Se se rebaixa em tua presença e se retrai diante de ti, terás aí, na união dos corações, uma excelente amizade.* 13.Separa-te daqueles que são teus inimigos, e fica de sobreaviso diante de teus amigos. 14.Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro. 15.Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé.* 16.Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme o Senhor, achará esse amigo. 17.Quem teme o Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante.

Para aprender a sabedoria

18.Meu filho, aceita a instrução desde teus jovens anos; ganharás uma sabedoria que durará até a velhice. 19.Vai ao encontro dela, como aquele que lavra e semeia, espera pacientemente seus excelentes frutos, 20.terás alguma pena em cultivá-la, mas, em breve, comerás os seus frutos. 21.Quanto a sabedoria é amarga para os ignorantes! O insensato não permanecerá junto a ela. 22.Ela lhes será como uma pesada pedra de provação, eles não tardarão a desfazer-se dela.* 23.Pois a sabedoria que instrui justifica o seu nome, não se manifesta a muitos; mas, naqueles que a conhecem, persevera, até tê-los levado à presença de Deus. 24.Escuta, meu filho, recebe um sábio conselho, não rejeites minha advertência. 25.Mete os teus pés nos seus grilhões, e teu pescoço em suas correntes. 26.Abaixa teu ombro para carregá-la, não sejas impaciente em suportar seus liames. 27.Vem a ela com todo o teu coração. Guarda seus caminhos com todas as tuas forças. 28.Segue-lhe os passos e ela se dará a conhecer; quando a tiveres abraçado, não a deixes. 29.Pois acharás finalmente nela o teu repouso. E ela se transformará para ti em um motivo de alegria. 30.Seus grilhões serão uma proteção, um firme apoio; suas correntes te serão um adorno glorioso;* 31.pois nela há uma beleza que dá vida, e seus liames são ligaduras que curam. 32.Como ele te revestirás como de uma vestimenta de glória, e a porás sobre ti como uma coroa de júbilo. 33.Meu filho, se me ouvires com atenção, serás instruído; se submeteres o teu espírito, tu te tornarás sábio. 34.Se me deres ouvido, receberás a doutrina. Se gostares de ouvir, adquirirás a sabedoria. 35.Permanece na companhia dos doutos anciãos, une-te de coração à sua sabedoria, a fim de que possas ouvir o que dizem de Deus, e não te escapem suas louváveis máximas. 36.Se vires um homem sensato, madruga para ir ter com ele, desgaste o teu pé o limiar de sua porta. 37.Concentra teu pensamento nos preceitos de Deus, sê assíduo à meditação de seus mandamentos. Ele próprio te dará um coração, e a sabedoria que desejas te será concedida.

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