DESAFIO: "A BÍBLIA EM UM ANO"

Ducentésimo quinquagésimo sexto dia: Visões divinas e missão profética

Hoje iniciamos a meditação do livro do profeta Ezequiel, onde o profeta relata suas visões divinas. No trigésimo ano, no quinto dia do quarto mês, enquanto estava entre os deportados às margens do rio Cobar, Ezequiel teve uma visão. Ele viu os céus se abrindo e contemplou várias imagens divinas. Havia seres com quatro faces e quatro asas, com pernas de touro e mãos humanas saindo debaixo das asas. Esses seres tinham uma aparência brilhante e asas que tocavam uma na outra. Ezequiel também viu rodas que se assemelhavam a gemas de Társis e podiam se mover em todas as direções. Além disso, Ezequiel recebeu a missão de ser um sentinela na casa de Israel e transmitir as palavras do Senhor. Faça a leitura de preferencia em sua Bíblia dos capítulos 1, 2, 3 e 4 do livro de Ezequiel (Ez).

Ezequiel

Visão divina

1.   1.No trigésimo ano, no quinto dia do quarto mês, quando me encontrava entre os deportados, às margens do rio Cobar, abriram-se os céus e contemplei visões divinas.* 2.No quinto dia do mês – era o quinto ano de cativeiro do rei Joaquim – 3.foi a palavra do Senhor dirigida ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, na Caldeia, às margens do rio Cobar. Nesse lugar veio a mão do Senhor sobre mim.* 4.Tive então uma visão: soprava do lado norte um vento impetuoso, uma espessa nuvem com um feixe de fogo resplandecente, e no centro, saído do meio do fogo, algo que possuía um brilho vermelho. 5.Distinguia-se no centro a imagem de quatro seres que aparentavam possuir forma humana. 6.Cada um tinha quatro faces e quatro asas. 7.Suas pernas eram direitas e as plantas de seus pés se assemelhavam às do touro e cintilavam como bronze polido. 8.De seus quatro lados mãos humanas saíam por debaixo de suas asas. Todos os quatro possuíam rostos, e asas. 9.Suas asas tocavam uma na outra. Quando se locomoviam, não se voltavam: cada um andava para a frente. 10.Quanto ao aspecto de seus rostos tinham todos eles figura humana, todos os quatro uma face de leão pela direita, todos os quatro uma face de touro pela esquerda, e todos os quatro uma face de águia. 11.Eis o que havia no tocante às suas faces. Suas asas estendiam-se para o alto; cada qual tinha duas asas que tocavam as dos outros, e duas que lhe cobriam o corpo. 12.Cada qual caminhava para a frente: iam para o lado aonde os impelia o espírito; não se voltavam quando iam andando. 13.No meio desses seres, divisava-se algo parecido com brasas incandescentes, como tochas que circulavam entre eles; e desse fogo, que projetava uma luz deslumbrante, saíam relâmpagos.* 14.Os seres ziguezagueavam como o raio.* 15.Ora, enquanto contemplava esses seres vivos, divisei uma roda sobre a terra ao lado de cada um dos quatro.* 16.O aspecto e a estrutura dessas rodas eram os de uma gema de Társis. Todas as quatro se assemelhavam, e pareciam construídas uma dentro da outra. 17.Podiam deslocar-se em quatro direções, sem retornar em seus movimentos. 18.Seus aros eram de uma altura assombrosa, guarnecidos de olhos em toda a circunferência. 19.Quando os seres vivos se deslocavam ou se erguiam da terra, locomoviam-se as rodas e se elevavam com eles. 20.Para aonde os impulsionava o espírito iam eles, e as rodas com eles se erguiam, pois o espírito do ser vivo de igual modo animava as rodas. 21.Quando caminhavam, elas se moviam; quando paravam, também elas interrompiam o curso; se se erguiam da terra, as rodas do mesmo modo se suspendiam, pois o espírito desses seres vivos estava também nas rodas. 22.Pairando acima desses seres, havia algo que se assemelhava a uma abóbada, límpida como cristal, estendida sobre suas cabeças. 23.Sob essa abóbada, alongavam-se as suas asas até se tocarem, tendo cada um sempre duas que lhe cobriam o corpo. 24.Eu escutava, quando eles caminhavam, o ruído de suas asas, semelhante ao barulho das grandes águas, à voz do Onipotente, um vozerio igual ao de um campo de batalha.* 25.Quando paravam, abaixavam as asas, e fazia-se um ruído acima da abóbada que ficava sobre as cabeças.* 26.Acima dessa abóbada havia uma espécie de trono, semelhante a uma pedra de safira; e, bem no alto dessa espécie de trono, uma silhueta humana. 27.Vi que ela possuía um fulgor vermelho, como se houvesse sido banhada no fogo, desde o que parecia ser a sua cintura, para cima; enquanto que, para baixo, vi algo como fogo que esparzia clarões por todos os lados. 28.Como o arco-íris que aparece nas nuvens em dias de chuva, assim era o resplendor que a envolvia. Era esta visão a imagem da glória do Senhor.

Visão do rolo

Vendo isto, prostrei-me com o rosto por terra e escutei uma voz que dizia:

2.   1.“Filho do homem” – dizia-me –, “fica de pé, porque eu te falo!”* 2.Enquanto ela me falava, entrou o espírito em mim, e ele me fez ficar de pé; então, ouvi aquele que me falava. 3.“Filho do homem” – dizia-me –, “envio-te aos israelitas, a essa nação de rebeldes, revoltada contra mim, a qual, do mesmo modo que seus pais, vem pecando contra mim até este dia. 4.É a esses filhos de testa dura e de coração insensível que te envio, para lhes dizer: oráculo do Se­nhor Javé. 5.Quer te ouçam ou não (pois é uma raça indomável), hão de ficar sabendo que há um profeta no meio deles! 6.Quanto a ti, filho do homem, não os temas, nem te arreceies dos seus intentos, conquanto estejas entre moitas de abrolhos e de espinhos e vivas entre escorpiões; não te deixes intimidar por suas palavras nem te espantes com sua atitude, porque é uma raça rebelde. 7.Tu lhes transmitirás os meus oráculos, quer te deem ouvidos ou não; é uma raça pertinaz. 8.E tu, filho do homem, escuta o que eu te digo: não sejas rebelde, como essa raça de rebelados. Abre a boca e come o que te vou dar.” 9.Olhei e vi avançando para mim uma mão, que segurava um manuscrito enrolado, 10.que foi desdobrado diante de mim: estava coberto com escrita de um e de outro lado: eram cânticos de luto, de queixumes e de gemidos.*

A palavra que alimenta

3.   1.“Filho do homem” – falou-me –, “come o rolo que aqui está, e, em seguida, vai falar à casa de Israel.”* 2.Abri a boca, e ele mo fez engolir. 3.“Filho do homem” – falou-me –, “nutre o teu corpo, enche o teu estômago com o rolo que te dou.” Então o comi, e era doce na boca, como o mel. 4.Em seguida, acrescentou: “Filho do homem, vai até a casa de Israel para lhe transmitir as minhas palavras. 5.Não é a um povo de linguagem incompreensível, de linguagem bárbara que te envio, e sim aos israelitas; 6.não é a populações inumeráveis, de idioma incompreensível, de linguajar selvagem, cuja língua não compreenderias: eles te ouviriam, se eu te enviasse a eles;* 7.mas a casa de Israel recusará escutar-te, porque eles não querem atender a mim! Pois toda a casa de Israel nada mais é do que gente teimosa, de coração insensível. 8.Pois bem! Tornarei o teu semblante tão endurecido quanto o deles; 9.vou dar a teu rosto a rigidez do diamante, que é mais resistente que a rocha. Não os temas, pois, e não te deixes amedrontrar por causa deles, pois são uma raça de recalcitrantes. 10.Filho do homem, ajuntou ele, acolhe em teu coração, escuta com toda a atenção tudo quanto eu te disser. 11.Depois tu te dirigirás a teus compatriotas exilados, para lhes falar. Irá dizer-lhes: oráculo do Senhor Javé – quer te escutem ou não”. 12.Então, o espírito se apoderou de mim e ouvi atrás de mim um vozerio de violento rumor. “Bendita seja a glória do Senhor, onde ela repousar!” 13.Ouvi o rumor do bater das asas dos seres vivos e o ruído de suas rodas ao lado deles, um barulho portentoso. 14.O espírito, a seguir, me transportou e me levou. Eu ia com o coração repleto de amargura e furor, desde que a mão do Senhor havia pesado sobre mim.* 15.Cheguei a Tel-Abib, junto dos deportados que se haviam instalado às margens do Cobar, e ali fiquei sete dias no meio deles, em sombria estupefação.

Missão do profeta

16.Passados esses sete dias, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 17.“Filho do homem, estabeleço-te como sentinela na casa de Israel. Logo que escutares um oráculo saindo de minha boca, tu lho transmitirás de minha parte. 18.Se digo ao malévolo que ele vai morrer, e tu não o prevines e não lhe falas para pô-lo de sobreaviso em razão do seu péssimo proceder, de modo que ele possa viver, ele há de perecer por causa de seu delito, mas é a ti que pedirei conta do seu sangue. 19.Contudo, se depois de advertido por ti, não se corrigir da malícia e perversidade, ele perecerá por causa de seu pecado, enquanto tu hás de salvar a tua vida. 20.E, quando um justo abandonar a sua justiça para praticar o mal, e eu permitir diante dele algum tropeço, ele perecerá. Se não o advertires, ele morrerá por causa do seu delito, sem que sejam tomadas em conta as boas obras que anteriormente praticou, e é a ti que pedirei conta do seu sangue. 21.Ao contrário, se advertires ao justo que se abstenha do pecado, e ele não pecar, então ele viverá, graças à tua advertência, e tu, assim, terás salvo a tua vida”. 22.A mão do Senhor veio ali sobre mim. “Vamos” – disse-me ele –, “vai à planície, onde te vou falar.” 23.Pus-me então a caminho para a planície; e eis que a glória do Senhor lá estava, tal qual eu a havia contemplado às margens do Cobar. E caí com a face em terra. 24.Mas o Espírito do Senhor entrou em mim para me pôr em pé, enquanto me falava o Senhor: “Vai encerrar-te em tua casa. 25.Filho do homem, vão amarrar-te com cordas para que não possas mais ir ao meio deles.* 26.Prenderei tua língua a teu paladar, de modo que o teu mutismo te impeça de repreendê-los, pois é uma raça de recalcitrantes. 27.Quando eu, porém, te falar, te abrirei a boca, e tu lhes dirás: oráculo do Senhor Javé. Que escute então aquele que quiser escutar, e que não escute aquele que não o quiser, pois é uma raça de recalcitrantes”.

Ações simbólicas

4.   1.“Filho do homem, toma um tijolo, põe-no diante de ti, e desenha nele a cidade de Jerusalém.* 2.Farás contra ela trabalhos de assédio, contra ela construi­rás terraços e trincheiras, estabelecerás campos e prepararás aríetes. 3.Tomarás em seguida uma frigideira de ferro e a colocarás como uma muralha de ferro entre ti e a cidade. Em seguida, voltarás contra ela a tua face; ela será atacada e farás então o assédio. Será isto um símbolo para a casa de Israel. 4.Deita-te sobre o lado esquerdo e toma sobre ti a iniquidade da casa de Is­rael; todo o tempo em que ficares assim deitado levarás sua iniquidade. 5.E eu fixo o número dos anos do seu pecado, segundo o número de dias que te concedo, trezentos e noventa dias, durante os quais carregarás a iniquidade da casa de Israel.* 6.Quando esse período estiver terminado, tu te deitarás sobre o lado direito, para de novo levar a iniquidade da casa de Judá durante quarenta dias; cada dia que te concedo corresponde a um ano. 7.Voltarás a tua face e estenderás o teu braço nu para Jerusalém sitiada, profetizando contra ela. 8.Eu te ligarei com cordas, para que não possas volver-te de um lado para o outro, até que tenhas chegado ao termo dos dias de tua reclusão. 9.Tomarás trigo, cevada, favas, lenti­lhas, milho e aveia, que guardarás em um mesmo recipiente para fazeres o teu pão. É isso que comerás durante todo o tempo que estiveres deitado, ou seja, por trezentos e noventa dias. 10.O peso desse alimento que comerás por dia de vinte e quatro horas será de vinte siclos.* 11.A ração de água que irás beber será reduzida a um sexto de hin por vinte e quatro horas. 12.Tomarás esse alimento sob a forma de torta de cevada, cozida em fogo de excrementos humanos, e à sua vista.* 13.É assim” – falou-me o Senhor – “que comerão os israelitas os alimentos impuros por entre as nações onde eu os dispersar.” 14.“Ah! Senhor Javé” – respondi –, “nunca estive manchado. Desde minha infância até hoje, jamais comi animal morto ou despedaçado; nenhuma carne impura en­trou-me em minha boca.”* 15.“Pois bem” – disse-me –, “eu te permito trocar os excrementos humanos por esterco de vaca, sobre o qual farás cozer o teu pão.” 16.Em seguida ajuntou: “Filho do homem, vou desesperar Jerusalém de fome. Aí se comerá, na angústia, um pão rigorosamente pesado, se beberá, no meio do assombro, uma água racionada,* 17.e, na penúria de pão e água, virão a esmorecer uns e outros e perecerão por causa da sua iniquidade”.

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