Ressurreição x Reencarnação

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Estamos vivendo a Páscoa do Senhor, a festa da Vida que triunfa e derrota a morte. Assim como São Paulo, somos convidados a proclamar: “Onde está, ó morte, a tua vitória?” (1 Cor 15, 55). Mesmo com tamanha Graça recebida, após o maior sacrifício que já existiu, muitos católicos ainda não compreendem o que de fato é a ressurreição, não saboreiam esse presente em plenitude.

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) explica de forma clara e objetiva o que significa ressuscitar:

§ 997. O que é ressuscitar? Na morte, separação da alma e do corpo, o corpo do homem cai na corrupção, enquanto a sua alma vai ao encontro de Deus, embora ficando à espera de se reunir ao seu corpo glorificado. Deus, na sua onipotência, restituirá definitivamente a vida incorruptível aos nossos corpos, unindo-os às nossas almas pela virtude da ressurreição de Jesus.

Através da ressurreição, nosso corpo se unirá novamente a nossa alma, e teremos um corpo glorificado em que viveremos na eternidade reservada para aqueles que escutarão do Senhor “Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo” (Mat 25, 34).

Tudo isso ocorrerá após o chamado Juízo Particular, o qual acontece instantaneamente após a morte de todo ser humano, em que colocando nossa vida em comparação com a vida de Cristo, receberemos imediatamente a nossa retribuição: ir para o purgatório, ou adentrar imediatamente no céu, ou ser condenado para sempre ao inferno (CIC § 1022), não retornando à vida terrestre.

Notamos desta forma, que a doutrina católica é totalmente oposta a reencarnação, professada pelos espíritas e tantas outras religiões, as quais sustentam que nós teríamos outras vidas terrenas. Ora, caso tivéssemos que voltar tantas vezes à terra para nos salvar por nossos próprios esforços, então para quê Jesus morreu crucificado por nós? Ao aceitar a reencarnação, o católico estará negando o sacrifício redentor de Cristo, que foi único e suficiente para redimir toda a humanidade.

Como forma de retirar qualquer dúvida que ainda pudesse pairar, o Catecismo declara de forma contundente:

§ 1013. A morte é o fim da peregrinação terrena do homem, do tempo de graça e misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrena segundo o plano divino e para decidir o seu destino último. Quando acabar a nossa vida sobre a terra, que é só uma, não voltaremos a outras vidas terrenas. «Os homens morrem uma só vez» (Heb 9, 27). Não existe «reencarnação» depois da morte. (grifo nosso)

Como esclarece o próprio São Paulo, “E se Cristo não ressuscitou, é inútil a vossa fé, e ainda estais em vossos pecados” (1 Coríntios 15, 17). Sem a ressureição nossa fé seria vazia, e a morte seria o fim, conjuntamente com o pecado. Mas no seu infinito amor e em sua infinita misericórdia, o Senhor tem compaixão da humanidade e a redime pelo Seu Sangue preciosíssimo na Cruz, demonstrando assim que Deus não deixou sua criação entregue às trevas, mas lhe deu verdadeira a Luz ao não poupar seu Filho Unigênito.

Se cremos verdadeiramente na ressurreição de Cristo e na vida eterna em que contemplaremos face a face o Amor, não cairemos na tentação de achar que esta terra cheia de sofrimentos e decepções é o melhor que o Senhor teria nos oferecer. Precisamos desejar ardentemente a santidade, e viver na certeza de que “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu” (1 Cor 2, 9)!

Desejemos de todo o coração viver na plenitude nossa fé na ressurreição, estudemos mais o que nos ensina a Santa Igreja, apenas assim não seremos enganados por falsas doutrinas que colocam em risco a nossa salvação.

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