Em auxílio à nossa fraqueza

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Vem, o Espírito Santo! Esta deve ser a nossa oração ao longo do dia, a fim de santificar o nosso trabalho e sobretudo, a nossa vida. O fato é que sem Cristo, nada podemos fazer!!!

Por isso, a tremenda necessidade de clamarmos o Espírito Santo sobre nós, que vem em auxílio à nossa fraqueza, já que não sabemos como pedir nem orar como convém. É Ele quem intercede pelos seus santos, segundo Deus. Podemos considerar, portanto, como diria o Padre Cantalamessa em suas meditações do Veni Creator Spiritus, que a “própria fraqueza humana pode, aliás, ser ocasião privilegiada para fazer a experiência do poder do Espírito Santo. Todas as coisas na Igreja e no fiel cristão individual, ou ganham a força do Espírito Santo ou são impotentes”.

Tendo em vista que a própria condição humana, fraca, miserável, constitui-se em uma vertente constante no homem, somos convidados a nos deixar impactar por tal condição a fim de sermos nós mesmos, transformados pela potência do Espírito. É a graça de Deus quem nos concede experimentar os seus dons. E são inúmeros os dons divinos, que nos são acessíveis mediante a virtude excelsa da humildade, pois Deus resiste aos soberbos mas dá sua graça aos humildes.

Necessário é para nós reconhecermos a nossa miséria e o quanto somos pó, e a cada dia nos aproximamos mais desta realidade, de modo que as palavras de São Paulo fazem bastante sentido ao afirmar que quando sou fraco, aí é que sou forte. E que devo me gloriar senão nas minhas fraquezas. Quantos santos puderam experimentar este tão grande mistério, reconhecendo-se miseráveis e permitindo-se serem instrumentos, ainda que insuficientes, nas mãos de Deus? Para mostrar o quanto Deus é poderoso, Ele se vale dos instrumentos mais vis, insuficientes para mostrar a sua graça.

Por isso, a teologia católica afirma que a Igreja é a continuação histórica da encarnação do Verbo. Pois Cristo vive nos seus santos, manifesta-se nos seus santos, sobre inúmeros aspectos, conduzindo sempre para o céu. Há santos marcados pela via do martírio, outros que são lembrados por suas lutas contra as heresias defendendo a ortodoxia da fé, outros santos revelam a educação e o conhecimento como via para a santidade, dentre outros de cuja marca vital é o legado de obras de caridade que deixaram. Outros são santos marcados pela via política, até mesmo santos guerreiros, santos cientistas, santos governantes, dentre tantos outros exemplos de santidade, homens marcados pela fraqueza humana, mas que em Deus fizeram grandes feitos para confundir os sábios e os fortes, e destruir aquilo que o mundo pensa que é importante. De onde menos se espera, surgem os milagres, os prodígios, as manifestações do Alto. Às vezes a configuração a Cristo é tão notória e visível que nos é apresentado até mesmo alguns santos com os estigmas de Nosso Senhor. E às vezes tudo isto é tão marcante que até os corpos são incorruptos após a morte. Deus escolheu o que é vil para manifestar a sua glória.

É Cristo, que por misericórdia, vem habitar nos seus santos, sofrer nos seus santos, curar nos seus santos, padecer nos seus santos, morrer nos seus santos, atualizando no nosso meio o seu calvário, e o seu sepulcro, mas também nos antecipando a glória da Ressurreição, fazendo-nos experimentar de forma paradoxal, a grande alegria da doação, de dar a própria vida, de cansar-se para que outros descansem e por que não dizer, experimentar já nesta vida uma antecipação da vida ressuscitada, construindo um verdadeiro céu na alma, e antevendo para este tempo o Reino de Deus, apressando a sua segunda vinda, com a nossa decisão pela santidade.

Sejamos santos, com a nossa vida, com aquilo que temos, com o que podemos oferecer a Deus e sendo sinal vivo de sua manifestação neste mundo tão ferido pelo pecado. Crucifixos vivos, é o que somos chamados a ser. Eis a nossa vocação: Vocação universal à santidade.

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