A consagração a São José

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A grandeza de São José vem de três fontes: de suas relações com o Verbo encarnado; de suas relações com a Virgem Maria; de suas relações com a Igreja. E depois da Virgem Maria, São José é o mais santo entre as criaturas por uma razão muito simples, mas ao mesmo tempo, magnânima: por causa de sua convivência íntima e profunda com o Senhor.

Afinal de contas, que outro homem foi chamado pela Rainha dos Anjos, de “Meu Marido”? E que outra criatura pôde escutar o Verbo Encarnado, a Verdade Revelada, chamá-lo de “Meu pai”? O homem que foi escolhido pelo Pai Eterno para ser o guardião do Redentor do gênero humano. Foi a São José, igualmente que Deus confiou o cuidado de Jesus nas coisas e eventos temporais.

São Pedro Julião Eymard dizia que a devoção a São José é uma das graças mais excelentes que Deus pode conceder a uma alma, pois equivale a revelar todos os tesouros das bençãos do Senhor.

O fato é que esta preciosa devoção, por muitos séculos ficou esquecida, mas que providencialmente a Igreja vem exortando para que os fiéis alimentem esta devoção, sobretudo nos tempos em que vivemos. Percebe-se um maior interesse pela pessoa de São José, desde a construção de santuários por inúmeras congregações, até pronunciamentos proferidos por papas como o Beato Pio IX, que o proclama Patrono da Igreja Universal, ou Leão XIII, que escreveu uma encíclica “Quanquan Pluries”, sobre são José. São João Paulo II também escrevera uma exortação apostólica sobre ele: a “Redemptoris Custos”, em 1989.

Tal devoção tem crescido imensamente ao longo dos séculos XIX e XX, talvez motivadas por aparições do próprio São José, como a que ocorreu na Irlanda, em 1879, e até mesmo em Fátima, na última aparição de Nossa Senhora, em 13 de outubro de 1917, onde ele aparece segurando o Menino Jesus ao lado da Virgem, e abençoando o mundo. O próprio papa São Pio X aprova oficialmente a ladainha de São José em 1909. A festa de São José Operário foi instituída pelo Venerável papa Pio XII em 1955, como resposta, inclusive às propostas comunistas e marxistas quanto à luta de classes, por ocasião da promulgação do dia do Trabalhador. O Papa São João XXIII insere o nome de São José no cânon romano, na oração eucarística. E o Papa Francisco, atendendo as intenções do Papa emérito Bento XVI, termina por inserir o nome de São José em todos os demais cânones da missa, além de decretar em 2021, o Ano de São José para toda a Igreja. São inúmeros os sinais de que é da vontade de Deus que São José se torne mais conhecido por todos.

Sem dúvida, este é o momento da História da Igreja em que nossos corações precisam prestar mais atenção a São José, o chefe da Sagrada Família. Nestes tempos em que o casamento e a família estão sob ataque, onde as pessoas não sabem mais o que significa ser homem e mulher, é imprescindível que recorramos àquele que é considerado o Terror dos demônios. A Igreja, portanto, vem nos conduzindo a esta particular devoção, por meio de orações especiais de entrega, colocando-nos sob a proteção do seu patrocínio. É hora, sim, da consagração a São José.

O que seria essa consagração? O que significa ser consagrado a são José? Existem várias formas de se consagrar a ele, porém a maneira mais aplicada e que desencadeia inúmeros frutos espirituais é semelhante ao método de preparação de 33 dias já comprovado que São Luis Maria Grignion de Monfort empregou em sua consagração mariana. A consagração é feita então no 33º dia de preparação. Pode-se começar e terminar os exercícios preparatórios no dia que quiser, mas é altamente recomendável que a consagração seja feita numa festa litúrgica de São José. Esta forma de consagração foi elaborada pelo padre Donald Callouway, Vigário Provincial e Diretor Vocacional da Província Mãe de Misericórdia dos Padres Marianos da Imaculada Conceição. O referido sacerdote em 2019, enviou uma carta ao Papa Francisco solicitando ao Santo Padre que considerasse a possibilidade de promulgar um ano dedicado a São José, o que ocorreu em todo o ano de 2021.

Diante de tantas divisões, dilacerações da família, as taxas de divórcio exorbitantes, outros modelos de uniões conjugais sendo admitidos pela sociedade e sendo tidos como normais, e ainda pior, como sendo virtuosos, gerando uma diabólica inversão de valores, é altamente pertinente que recorramos a São José, o castíssimo esposo da Rainha dos Anjos, da  Augusta Rainha dos Céus, o modelo do homem decidido, o modelo de um coração masculino e o seu matrimônio com a Virgem Maria é uma grande resposta para estes tempos difíceis.

 

Por: Romero Frazão, fvc

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